sábado, 14 de junho de 2014

Um Certo Capitão FERNANDO!



Um dia ele chegou. Não era gaúcho, muito menos Colorado. Ele não conhecia o Guaíba e nem o Gigante que lá o esperava. Um dia ele chegou e se encantou com uma torcida que o acolheu no coração. Com o tempo, também foi conquistado pelo carisma que entoava canções todas as vezes que entrava naquele estádio. Aos poucos foi tomando conta de nossa confiança e de nossos corações. Foi assim. Devagar e gentil, como sempre foi. Atencioso e com um sorriso no rosto que, Fernando Lúcio da Costa foi nos apresentado.


E foi através do baile que seus pés faziam dentro do gramado que todo seu talento e maestria se revelaram. O orgulho que há muito tempo parecia ter abandonado os rostos ávidos por vitórias, estava de novo acordando. O Gigante estava pronto para o despertar, daquela que seria uma era de muitas conquistas, muitas alegrias que há muito tempo se encontrava adormecida e perdida dentro de nossos peitos. Nosso grito queria sair, mas não podia.

Com o tempo aquele que era um ilustre desconhecido mostrou o valor que tinha e, se transformou no líder que tanto esperávamos e queríamos. De soldado a capitão, de Fernando à Fernandão. Nunca mais seria esquecido por aquilo que nos tinha devolvido. A vontade de realizar nossos sonhos e de vê-los embalados a cada toque de bola, a cada gol e a cada vitória. 

Fez o gol mil do Gre-Nal, e jamais saberia que naquele momento ele se tornaria eterno em nossas recordações.

Predestinado por natureza, ele brilhou como nunca imaginou. Ao nos dedicar seu tempo e sua simpatia, jamais disse não a ninguém. Os torcedores, os jogadores e quem o conhecia,por onde passava, conquistava, inclusive os adversários, que o admiravam e respeitavam, por que além de tudo, ele era um grande diplomata.

Hoje, choramos sua perda por não entender que pessoas com o seu brilho e sua luz são dádivas que Deus nos manda por um tempo curto, mas que é essencial para que aprendamos alguma lição. E se Fernandão não foi tão bom técnico quanto foi quanto jogador, como ser humano foi um grande exemplo.

Não nos acostumamos ainda (vai demorar, eu sei) com sua ausência. Parece que estamos dentro de um enorme pesadelo coletivo onde todo mundo quer acordar e não consegue. Mas, se por um lado, a dor é uma carga pesada, o fato de termos o privilégio do breve convívio com ele deve ser motivo de alegria. 

Foi através dele que nosso sorriso, há muito tempo escondido, pode voltar a nos encontrar. Com ele renasceu o nosso grito, a nossa força, a nossa garra e a nossa vontade de lutar. Fernandão nos banhou de um espírito guerreiro que trazia dentro de seu peito e contagiava a todos. Com sabedoria transmitia, com humildade ensinava e com consideração respeitava.

Que sua herança jamais seja esquecida. Que sua alma esteja conosco ainda em cada vibração de gol, em cada alegria de vitória, em cada angustia sofrida a espera de uma decisão. Porque além dessa grande pessoa, além deste grande homem, Fernandão, nos ensinou a sermos verdadeiros torcedores. E torcedores campeões.


Que seu legado jamais seja esquecido e que nossa emoção seja sempre lembrada como sua determinação ao incentivar e levantar o time. Que suas palavras jamais morram, que seu exemplo seja sempre lembrado e que, tanto a torcida, quanto o clube e os diversos admiradores jamais se sintam abandonados por ele. Porque existe um lugar aonde ele jamais morrerá, jamais deixara de existir, e este será no coração de cada um que ele tocou com seu gesto simples e seu jeito singelo de ser.

                                                                   Vá em paz, Capitão Fernando!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Aquilo Que Não Nos Contaram...

"Que existem mais verdades do que imaginam a nossa vã ignorância não nos resta nenhuma dúvida. Ainda mais se tratando da forma de gestão que vem sendo adotada no Sport Club Internacional. Fato é que deve-se compreender no momento atual o motivo de certas decisões incabíveis desta gestão em um time que tinha como compromisso angariar pelo menos um título de importância nacional e internacional por ano, o que não aconteceu neste período. Teve-se chances e time para poder ganhar Libertadores e Brasileirão e as campanhas em ambas foram igualmente medíocres. Fora do contexto de um time que possuía elenco, experiência e competência e que há anos vem desempenhando com sucesso atuações vencedoras. Então o que aconteceu este ano? Porque de tantas falhas e erros? Culpar-se apenas as convocações, as lesões, as suspensões; é no mínimo limitado, pois são eventos que acontecem todos os anos e em todos os times e nem por isso deixa-se de atuar de forma coerente e competente na busca de um desempenho favorável.

Depois de tantas polêmicas envolvendo o Inter este ano, em diversos setores, tivemos uma das maiores instaladas com a súbita saída de Dorival Jr. e a nomeação de Fernandão para seu lugar. Tudo estaria dentro da normalidade se não houvesse uma sombra de interesses por trás disso tudo. O mau planejamento levou a não somente o enfraquecimento da equipe técnica, como confusões e intrigas no vestiário que o transformaram simplesmente na "casa da mãe Joana". O time estava com comando apenas no nome, mas na realidade cada qual agia conforme achava certo, não havia qualquer respeito e nem poder pela parte técnica. A bagunça então estava instalada e óbvio, refletiu-se em campo. Depois de muitas tentativas e muitos erros a direção parecia não enxergar que os resultados seriam os piores possíveis com a permanência de Fernandão no comando. 

Simplesmente fechou-se os olhos e deixou-se que mais um ídolo colorado fosse queimado na "fogueira das vaidades". Ainda com uma sequência de derrotas e mau desempenho do time não tinha-se qualquer pretensão de tirá-lo da liderança. Foi preciso que houvesse pressão por parte do Conselho para que o seu afastamento fosse cogitado e confirmado. Mas,a coisa não acaba por aí não. 

Por detrás de tudo isso ainda vem mais um fato estarrecedor na escolha de seu substituto.  A escolha de Osmar Loss(???) Um técnico que não ganha campeonatos (este ano teve algum que ganhou?), que não tem nenhuma expressividade seja na mídia ou seja no clube, que já esteve a frente do time principal na Copa Audi e não teve um bom desempenho, um cara sem carisma e que ao meu ver não tem competência para ganhar o Gre-Nal (Deus queira que eu esteja errada). No final das contas, trocou-se seis por meia duzia. 
Estava difícil de entender o porque de tudo isso até que ontem fatos divulgados me levou a entender o real motivo de tudo isso. Por trás desta escolha havia muito mais do que se poderia imaginar. Então o meu compromisso sabendo deste acontecimentos é o de alertar torcedores e sócios que daqui alguns dias estarão votando num conselho que visa entre outras coisas a manutenção dos direitos que nos são dados e muitas vezes não são devidamente respeitados. A verdade é que o contrato de Osmar Loss termina em dezembro. E houve uma manobra para que ele pudesse ter a garantia de renovação no Inter por mais dois anos. Influenciado por uma pessoa que tem parentesco com ele e é da relação com a presidência, surgiu a nomeação dele para o comando do time, o que faz com que ele permaneça até o fim do campeonato brasileiro garantido dentro do clube. Mas, a coisa ainda é pior. O que dizem ainda é que Osmar Loss não só terminará o Brasileiro como interino, como comandará os primeiros jogos do gauchão, dando então a obrigatoriedade do clube de renovar seu contrato. Uma jogada de mestre para que o mesmo permaneça comandando a categoria de base sem qualquer desempenho aceitável. 

Pergunto agora porque não escolheu-se o Clemer Silva? É um profissional comprometido, que vem desempenhando um trabalho esplendoroso no sub-17 e que ganhou inúmeros campeonatos. Somente este ano colecionou várias taças e demonstra seriedade e competência, sem contar a maturidade que tem para dominar um vestiário e por a ordem na casa que tanto esperamos. Infelizmente a resposta é mais óbvia do que imaginamos: Política. O jogo de interesses que impera no futebol que faz com que o mesmo vire uma máquina de fazer dinheiro e não mais de apresentar espetáculos. O futebol fica em segundo plano. A relevância dos fatos esta em ganhar dinheiro, vender jogadores bons e de tentar ludibriar torcedores e sócios inventando-se subterfúgios para fingir que nada esta acontecendo fora da normalidade. É injusto que isso não venha à tona e que alguma coisa não seja feita. Todos nós somos responsáveis por isso e o poder de mudar isso pode acontecer na eleição de um Conselho forte que nos defenda e evite que essas e outras coisas aconteçam bem embaixo dos nossos olhos! É preciso acordar e parar de só reclamar o tempo todo. O momento é de agir, de lutar e de mostrar a nossa força. Somos nós que pagamos e sustentamos o nosso time. Paga-se mensalidade, vai-se aos jogos, compra-se produtos e enaltece-se o time seja nas redes sociais ou em nossos meios de convívio. Não nos é justo o que fazem ao bel-prazer. Se queremos um time forte e um time com desempenho que nos leve como sempre levou a grande vitórias e alegrias é preciso que seja feito alguma coisa agora e urgentemente. Nada de esperar o ano que vem. Tudo deve começar agora, neste momento, com nossas mentes abertas e ávidas por atitudes que honrem a nossa história, o nosso passado e as nossas conquistas. O Inter é maior que tudo isso. A força da torcida tem um poder que emana toda a nossa vontade por mudança e na busca de que se volte a ser um time competitivo e de garra, raça e muita força. Este ano não acabou. Mas é preciso pensar que se as atitudes de agora não forem tomadas, ano que vem podem estar repetindo os mesmos erros e novamente traçando uma trajetória que pode comprometer todos os nossos esforços. Que venham essas mudanças...que sejam para o bem de todos. Que volte a nossa senda de vitórias. "Vamo, vamo Inter", que nossa história tem que continuar, como nossas lutas porque afinal de contas, mesmo com opiniões contrárias, somos todos Colorados!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012



Muito Barulho Por Nada - A Batalha (?) Monumental !



Pois é, pois é...O que dizer do último Gre-Nal do Olímpico. Um jogo que já estava marcado para ser histórico de qualquer forma, ainda que nada acontecesse fora do normal. Coisa que ficou longe de acontecer. O jogo de ontem ficou e ficará marcado por inúmeros acontecimentos totalmente desnecessários e de uma infantilidade até mórbida. Longe de uma ingenuidade e de uma falta de intenção em atrapalhar o que deveria ser uma disputa limpa e com certeza de uma importância indescritível para os dois lados que buscavam ardentemente a vitória.

Mas, nada do que deveria ser, foi. A palavra "guerra" que durante a semana foi várias vezes utilizadas no sentido figurado da palavra, entrou em campo com seu real significado. Faltas e lesões que levaram jogadores a sangrar de verdade dentro de um campo que retratava realmente uma batalha em todas as suas dimensões. Fora do campo, na torcida, os fatos não eram diferentes. Mesmo com a vantagem de jogar em casa, o nosso adversário não se via satisfeito de termos menos dois jogadores no inicio do segundo tempo.

Confusão dentro, confusão fora. Revolta, revolta da torcida do Internacional que via esses acontecimentos sem poder fazer nada. No ápice de tudo ainda, para aumentar o drama, por diversas vezes, a mesma torcida que se julga imortal e monumental jogou rojões a fim de atrapalhar o espetáculo que deveria ser somente o do futebol. Numa dessas agressões um dos membros da comissão técnica do Inter foi atingido, caindo desmaiado, o que só aumentou a sensação de "terrorismo" dentro do estádio.

Como se não bastasse isso, diversas vezes os  jogadores se estranhavam e se agrediam fisicamente em campo. O dois pontos altos foram quando houve um desentendimento entre os jogadores e o técnico Vanderlei Luxemburgo entrou em campo para "separar" jogadores e foi sumariamente expulso se recusando a sair do campo; e o outro momento foi quando um dos jogadores do Grêmio se desentendeu com o técnico do Inter, Osmar Loss, sendo desta vez os dois expulsos de campo.

Totalmente descontrolados e sem bom senso os seguranças totalmente despreparados tentavam conter todo este "circo" armado para lhes dar alguma vantagem (?). Mas a lona veio abaixo. Achando que o juiz ia  dar acréscimos a mais do que já havia dado ao jogo, este mesmo termina aos 50 minutos sem qualquer preocupação. Por sua vez os jogadores do Grêmio o cercam querendo os descontos pela própria confusão criada por eles mesmos.

Seria cômico senão fosse trágico. Mas, a coisa não parou por ai. Enquanto os jogadores do Inter corriam para sua torcida e comemoravam o empate e o fato do arquirrival não ter ganho não somente o Gre-Nal, mas o último jogo no seu estádio, os torcedores gremistas choravam na arquibancada, lagrimas ensaiadas e de claro, pura frustração, que os jornalistas julgaram erradamente, com o fato de estarem se despedindo do seu estádio de futebol e nosso  querido salão de festas. Pra completar, mesmo sem nenhum gol, ainda tiveram a capacidade de fazer a tal "avalanche", o que tornou mais esquisito ainda toda esta encenação.

Pra finalizar, os gremistas não satisfeitos com tudo que já havia transcorrido na tarde de ontem ainda, antes de sair  do estádio quiserem levar uma "lembrança" (?) do local, arrancando e depredando as cadeiras que ficavam nas arquibancadas. Acho que se esqueceram que teriam ainda um show de rock agendado antes da demolição e fechamento por completo do Olímpico.

Realmente, o Gre-Nal 394 será inesquecível para os Colorados e para o Brasil todo que assistiu ontem nos jornais de maior audiência este "exemplo" de espetáculo que o nosso co-irmão fez questão de nos oferecer. Prova, mais uma vez, somente o despreparo e a falta de organização e maturidade de um time que leva a agressividade e a violência para dentro de campo, mesmo tendo todas as vantagens ao seu lado. É incompreensível e inaceitável que depois de tudo que ocorreu ontem não hajam punições ao Grêmio. Recentemente, uma torcida fez um protesto pacifico com faixas em um jogo sobre a arbitragem e perdeu seu mando de campo por um jogo. Ontem torcedores usaram de violência física atingindo pessoas e será que nada vai ser feito????

Que percam seu mando de campo no primeiro jogo que na Arena tiver. Será como sempre, uma inauguração a altura de time que se julga tão grande, tão monumental, tão imortal, que chega a ser tão pequeno e desprezível quanto pode ser. Prova que somos tão gigantes e tão grandes que imputamos medo a eles mesmo quando detém todas as vantagens e benefícios  Querem ser grandes, mas são pequenos. Tão pequenos que chega a dar pena, chega a ser ridículo até lutar contra eles, já que eles mesmo fazem isso sozinhos. Fizeram tanto barulho por nada. Acabaram sem levar coisa alguma com tudo isso.


Ontem, o time do Inter não foi somente corajoso, audacioso e guerreiro não. Fomos sobreviventes de uma guerra de punhos de aço e de uma desvantagem que  só nos fez crescer e lutar mais e mais. Não nos entregamos e nos fortalecemos com as injustiças que víamos  A torcida apoiou o tempo todo e mesmo em menor quantidade não deixou de cantar, gritar, vibrar e torcer muito pelo nosso time. Vimos o Davi sobre o Golias, que se achava demais e que por um golpe caiu ao chão, despencando de sua empáfia e sua falta de moral. Resultado: Não ganhamos, não perdemos, mas a sensação de vitória, esta carregamos pra fora do campo e pra fora do estádio. Uma sensação que vai perdurar para nós durante um tempo como uma das melhores do ano. Uma sensação MONUMENTAL que nosso co-irmão vai ter que engolir. E à seco!!!!!!!